NR 17 no escritório: o que a empresa precisa conferir no mobiliário

Em um escritório, falar em ergonomia não significa apenas escolher uma cadeira confortável. A forma como mesas, assentos, equipamentos e demais elementos do posto de trabalho são dimensionados e organizados interfere diretamente nas condições em que as atividades são realizadas.

É por isso que a NR 17 deve entrar na análise do ambiente corporativo desde o planejamento do mobiliário. Mais do que cumprir uma exigência, observar os critérios ergonômicos ajuda a empresa a identificar se o posto de trabalho é compatível com as atividades realizadas e com as características dos trabalhadores.

Mas o que, de fato, deve ser conferido no mobiliário?

O que é a NR 17?

A Norma Regulamentadora nº 17 estabelece diretrizes relacionadas à ergonomia no trabalho. Seu objetivo é adaptar as condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, buscando proporcionar conforto, segurança, saúde e desempenho eficiente.

No ambiente administrativo, isso envolve analisar não apenas os móveis isoladamente, mas a relação entre o trabalhador, o mobiliário, os equipamentos utilizados e a atividade realizada.

Por isso, simplesmente comprar uma mesa ou cadeira considerada ergonômica não garante, por si só, que o posto de trabalho esteja adequado.

1. A altura da superfície de trabalho precisa ser compatível

A mesa é um dos principais elementos a serem avaliados.

Uma superfície de trabalho inadequada pode dificultar o posicionamento dos braços, interferir na postura e limitar a movimentação necessária durante a atividade.

A análise deve considerar o tipo de tarefa realizada, os equipamentos utilizados e as características do trabalhador. Em um escritório, por exemplo, a configuração de uma estação predominantemente utilizada para computador pode ter necessidades diferentes de uma bancada destinada a outras atividades.

Por isso, o mobiliário corporativo precisa ser especificado considerando o uso real do espaço, e não apenas suas dimensões externas.

2. O espaço para as pernas também importa

Uma mesa pode ter uma boa superfície de trabalho e, ainda assim, oferecer pouca liberdade para movimentação das pernas.

Elementos estruturais, gaveteiros, painéis ou outros componentes posicionados de maneira inadequada podem limitar o espaço disponível para o trabalhador.

Ao avaliar um posto de trabalho, é importante observar se existe espaço suficiente para acomodar as pernas e permitir mudanças de posição durante a jornada.

Esse cuidado também influencia a organização geral das estações, principalmente quando vários postos são instalados próximos uns dos outros.

3. A cadeira precisa ser analisada como parte do conjunto

Outro erro comum é avaliar a cadeira de maneira isolada.

As características do assento precisam estar relacionadas à mesa, ao equipamento utilizado e à atividade desenvolvida. Encosto, altura, apoio e possibilidade de ajuste são alguns dos aspectos que devem ser considerados na especificação do mobiliário.

A relação entre cadeira e superfície de trabalho é especialmente importante. Uma boa cadeira não corrige uma estação mal dimensionada.

Por isso, a ergonomia precisa ser pensada como um conjunto.

4. O posicionamento dos equipamentos interfere no posto

Computador, monitor, teclado e outros equipamentos fazem parte da configuração do trabalho.

Se a estação foi planejada sem considerar esses elementos, o resultado pode ser um posto aparentemente organizado, mas pouco adequado para a rotina.

O mobiliário precisa permitir que os equipamentos sejam posicionados de maneira coerente com a atividade e com as necessidades de movimentação do trabalhador.

Esse é um dos motivos pelos quais projetos corporativos precisam partir do uso do ambiente, e não apenas da escolha de produtos.

5. Ajustabilidade pode fazer diferença

Nem todas as pessoas possuem as mesmas características físicas ou realizam exatamente as mesmas atividades.

Sempre que possível e aplicável, recursos de ajuste ajudam a adaptar o posto às necessidades individuais. Isso pode envolver elementos reguláveis do assento ou outras soluções que permitam adequar o mobiliário ao usuário.

Em ambientes compartilhados, essa questão merece atenção especial, já que uma mesma estação pode ser utilizada por pessoas diferentes ao longo do dia.

6. O mobiliário precisa considerar a atividade

Esse talvez seja o ponto mais importante.

Não existe uma configuração universal que seja ideal para todos os postos de uma empresa.

Uma estação administrativa, um posto de atendimento, uma área operacional ou um ambiente utilizado para reuniões possuem funções diferentes e, consequentemente, necessidades diferentes.

A aplicação da NR 17 exige justamente uma análise relacionada às condições reais de trabalho.

Por isso, antes de definir o mobiliário, vale responder algumas perguntas:

  • O que será realizado nesse posto?
  • Quais equipamentos serão utilizados?
  • Quanto tempo o trabalhador permanece nessa posição?
  • O espaço permite movimentação adequada?
  • Os móveis podem ser ajustados quando necessário?
  • A configuração atende às características dos usuários?

Quanto mais clara for essa análise, mais coerente tende a ser a especificação do mobiliário.

NR 17 não é apenas uma questão de comprar móveis

Quando a empresa trata a ergonomia como uma etapa posterior, existe o risco de precisar adaptar um ambiente que já foi projetado.

O caminho mais eficiente é considerar os aspectos ergonômicos desde a definição das estações e dos ambientes. Isso permite avaliar medidas, componentes, equipamentos, circulação e necessidades de uso antes que a produção e a instalação aconteçam.

Também é importante lembrar que a avaliação das condições ergonômicas do trabalho não se resume ao mobiliário. Dependendo da atividade e das características do ambiente, outros fatores precisam ser considerados, e a análise técnica de um profissional habilitado pode ser necessária.

Como o projeto de mobiliário contribui para essa análise?

O mobiliário é uma parte importante da relação entre o trabalhador e o ambiente.

Quando a empresa parte de um projeto, é possível analisar previamente como as estações serão configuradas, quais componentes serão necessários e como os diferentes elementos serão distribuídos.

Na Móveis Otto, o desenvolvimento de projetos de mobiliário corporativo considera as necessidades específicas de cada empresa e do ambiente que será estruturado.

O objetivo é transformar as demandas identificadas no planejamento em uma solução adequada para a rotina do espaço.

Avaliar o mobiliário sob a perspectiva da NR 17 exige mais do que verificar se determinado produto é chamado de ergonômico.

É preciso observar a relação entre mesa, cadeira, equipamentos, espaço disponível, características dos usuários e atividade realizada.

Para a empresa, isso significa pensar na ergonomia antes da instalação e incorporar esses critérios ao próprio projeto do ambiente.

Sua empresa está planejando um novo escritório ou precisa revisar o mobiliário atual?

Fale com a equipe da Móveis Otto para apresentar as necessidades do seu espaço e solicitar um orçamento. A equipe avaliará a melhor forma de atender ao seu projeto.

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